Páginas

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

véspera da véspera de ano novo

19h e alguns minutos, estou sentada, ouvindo Taylor Swift, pensando em como eu, que sempre me vi como uma pessoa racional, mais uma vez estou emotiva. Amar deveria ser fácil, tranquilo. Mas comigo não o é. Eu provoco, eu distancio, eu machuco, eu controlo. Me pergunto se há algo de errado comigo, se eu sempre fui assim ou se me tornei. Se sou tão insuportável e incapaz de ser amada, por que ele não se vai e me deixa ir também? Mais uma vez, vou colocar Taylor Swift para tocar, e segurar as lágrimas que querem cair. Feliz véspera de véspera de ano novo. Espero que no próximo ano você sequer se lembre desses questionamentos e esteja, de fato, feliz e sendo amada - se não por alguém, por si. 

segunda-feira, 7 de março de 2022

o amor doi?

Os dias têm passado cada vez mais devagar, e a dor que eu sinto parece se prolongar, sem sinais de partir. Me arrependo por palavras ditas, e mais ainda por aquelas que hesitei em dizer. Você me disse que nunca é um adeus, mas então por que parece que o é, e sem sequer haver uma despedida? Palavras e ações machucam, mas o silêncio talvez seja a maior resposta que há. O adeus já foi dado, e eu só percebi agora, quando você já havia ido e eu não vi. Você parece estar bem, ao menos, bem melhor do que eu estou. Me pergunto se o que tivemos foi real em algum momento, ou se tudo isso só existiu na minha mente, no meu coração. Amar não deveria doer, então por que estou aos prantos, em tamanho sofrimento, sem hora para acabar? 


quarta-feira, 31 de julho de 2019

Hoje me peguei ouvindo rock. Foi "sem querer". Apareceu uma watchparty no meu feed e eu cliquei pra passar o tempo e tal. Me peguei sentindo uma grande saudade de uns anos atrás, quando eu ouvia basicamente rock. E hoje, estou tão diferente, ouvindo de tudo um pouco, até mesmo dançando até o chão, algo que eu repudiava. Me pergunto se tudo na vida é uma fase. Se o rock foi uma, se me acabar nos bares e baladas dançando funk é outra. Se algo na vida é permanente. Será que a verdadeira eu era a do rock, ou a atual? As duas juntas? De fato, as vezes sinto que ambas são falsas, ambas não são eu. As vezes, penso que são reais e que me representam de formas diferentes. Não importa qual a resposta, não nesse momento. Mas eu sinto falta da antiga eu. Sinto muita. E isso me faz questionar se eu gosto da minha atual versão. Enfim, acho que não faz mais sentido essa conversa. Só queria atualizar e me recordar de uma época chata, porém que eu ouvia músicas maravilhosas e com letra. Não que hoje eu só ouça música ruim. De qualquer forma, é isso aí.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Hoje eu tentei segurar as minhas lágrimas. Por um momento, não consegui, mas ninguém percebeu. Em outro momento eu desabei. Revelei a vontade de não viver mais. Eu gritei por socorro, mas ninguém pareceu ouvir.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Família é difícil

Ah, só quero desabafar um pouco. Sobre meu pai. Quando eu era menor, criancinha, tínhamos uma ótima relação, adorava ele e o achava engraçado. Aquela coisa toda, sabe? Com o passar dos anos, não sei bem, essa relação foi se deteriorando. Ele voltou a beber. Todos os dias bebia e só voltava de madrugada pra casa. Depois disso, já não via ele com os mesmo olhos. Problema com bebida é algo perigoso e que pode acabar com famílias, com a própria vida da pessoa. E desde então, não tem sido a mesma coisa. Claro, não vou culpar apenas isso. Eu também não sou lá uma pessoa fácil de lidar, e com a pré-adolescência e adolescência só fui me tornando ainda mais rebelde sem causa. Houve um tempo que eu não sentia mais nada por ele, era indiferente. Mal nos falávamos, somente quando ele me mandava ir dormir e parar de mexer no computador. Minha mãe faleceu e eu ainda não sentia nada por ele. De uns tempos pra cá, voltei a sentir, o vejo como meu pai novamente, como um dos poucos membros da minha família, e posso dizer que o amo. Mas não temos muito assunto, sei lá. Sempre foi problemática essa minha vida, essa minha família... eu, inclusive. Sinto que ele não acha que eu ou meus irmãos o amamos, ele fala isso com uma certa frequência. Confesso, é difícil ter paciência com ele, eu tento, mas ele vê as coisas de uma forma muito diferente da minha. Vou tentar conversar mais com ele, entender o que ele pensa e sente. Porque eu não suporto mais brigas, discussões bobas. Pois era assim que vivia durante anos e anos, ouvindo discussões dos meus pais, dos meus irmãos, minhas. E eu estou cansada. Só queria uma família feliz, como nos comerciais de margarina ou de venda de casas. 

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Importar-se

Eu valorizo demais. Não a mim, mas aos sentimentos daqueles que amo. Tento me aproximar quando acredito que a pessoa precisa disso, mesmo negando. Tento comemorar o que deveria ser comemorado, mesmo quando a pessoa diz não se importar. Tento compreender os sentimentos dela, mesmo quando ela diz que é sempre assim e que vai passar. Me pergunto se estou fazendo a coisa certa, pois quando eu ajo como o outro, não acharia ruim se agissem como eu nessas situações. Eu queria mesmo é que alguém me valorizasse como eu acredito valorizar quem amo, que se importasse com meus sentimentos como eu acredito me importar com os desse alguém, que perguntasse, que ficasse comigo, me acalmasse, me amasse. Me amasse de apertos, de abraços, de beijos, de amor. Talvez eu ame demais, talvez eu queira atenção demais, talvez seja chata demais. Ou só me valorizo de menos, me esqueço, me troco, me deixo ir. Eu deveria ir em busca do meu valor, do meu amor próprio, do meu eu quando posso ser ele mesmo. Isso ou ser aquela que amava mais do que era amada.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Perdão

Queria eu poder esquecer todas as más ações que realizei. Algumas ficam adormecidas por tanto tempo, mas sempre acabam acordando. E, quando acordam, eu me vejo como um ser humano horrível. É normal ser imaturo e tomar decisões estúpidas quando se é mais jovem, mas e quando não conseguimos nos perdoar mesmo assim? Talvez devesse pedir perdão não a mim. Mas aqueles os quais eu agi de má fé... onde estão agora? A dor que eu sinto pelo que fiz... não sei se vai passar algum dia. Mas espero que a dor que eu causei não seja lembrada, mas, que se for, que não doa mais. Perdão a todos.