terça-feira, 15 de agosto de 2017
Sobre espera e felicidade
Ser feliz. Não lembro exatamente quando a palavra 'felicidade' entrou na minha vida. O sentimento é presente desde algum momento que não sou capaz de lembrar, mas a noção do mesmo, eu não sei. Saber o que significa, satisfação ou contentamento, ou seja lá o que for: quando aconteceu, não sei e tampouco importa. Pensar constantemente no que é felicidade e se eu sinto isso, já tem alguns anos. Desde a insatisfação com a escola, com a família, com a cidade onde vivia, não sei dizer, mas em algum desses momentos eu já não sentia a felicidade pura e simplesmente. Felicidade tornou-se algo que era preciso alcançar por meio de... de que? Uma escola melhor? Amigos de verdade? Uma família calorosa? Felicidade tornou-se somente os pequenos momentos, nunca a vida inteira. Percebi que conforme fui crescendo, cada vez menos e menores eram os momentos importantes e que me satisfaziam como ser humano. Percebi que saber o conceito de 'felicidade' mudou tudo: de algo sempre presente, passou a ser algo almejado. Me pergunto quando os questionamentos de quando seria feliz se fizeram tão constantes em minha vida, ainda mais depois de conhecer o conceito da tal palavra. Tudo passou a girar em torno de alcançar a felicidade: não um momento, mas um estado eterno. Sei que é impossível, afinal, não é só a felicidade que o nosso corpo incorpora, mas a tristeza, angústia, raiva, amor. Mas esperar o final de semana chegar, a faculdade terminar, casar-se e ter um final feliz já não me parecem o suficiente. Esperar momentos não bastam. Mas não sei se é simples sair desse ciclo de pequenos e grandes momentos que a felicidade se faz presente. Não sei sequer como tentar, já que estou assim há anos. Reconhecer a existência desse vício na espera pelo melhor é bom, mas não significa que terminá-lo será simples. Até lá, espero. Espero, espero e espero. Pelo que? Já não sei também.
Assinar:
Postagens (Atom)
