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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Realizar minhas metas?

Nesse ano, que ainda não acabou, eu realizei poucas coisas. Fiz uma lista de metas, coloquei pessoas nessas metas e nada do que desejei passar com elas aconteceu. Viajar com os amigos, com o namorado; ter um canal de sucesso com minha amiga, ler vários livros, me dedicar aos estudos e à academia. Acabei passando numa faculdade, num curso que nunca sonhei cursar, porém que acabei me apaixonando. Fiz academia, mas sempre sem fazer de verdade. Viajar? Nem cheguei a planejar. Canal? Nem falo mais disso. Esse texto está ficando péssimo, e tão pessoal. Mas vou continuar. Ainda desejo fazer uma listinha de metas, desejo realizá-las de verdade, mas não sei se consigo. A frustração é tão grande, sou tão pra baixo, sem determinação... Não sei porquê me submeto à isso. A esperança de mudar, criar e realizar nos dá uma sensação tão boa, mas que uma hora ou outra acaba. Uma vez vi uma moça, que admiro muito, questionar: Por que as pessoas acham que quando o fim do ano chega, não se pode mais fazer o que elas tinham como metas ou sonhos ou desejos? Por que só fazer aquela dieta maluca ou o que quer que seja numa segunda-feira, ou no começo do mês ou do ano? Por que não agora? O que te impede? Bem, eu concordo totalmente com ela, mas não sei se sou capaz disso ainda. Desejo, mas consigo? Se tem algo que quero para o resto da minha vida, esse algo é não depender de uma segunda-feira ou de um janeiro para eu ser feliz e fazer o que quero. Se eu vou me esforçar ao máximo pra isso? Não faço ideia, talvez não. Mas um dia, certamente que sim

terça-feira, 3 de maio de 2016

Na escola, eu costumava ser aquela que ficava no canto, quieta e sem expressão. Eu não me importava, a única coisa que queria era que acabasse o ano. Fazia um calendário na última folha do caderno e riscava os dias que passaram. Ansiava o dia em que teria riscado todos. Foi assim até meu último ano. Eu não sinto falta da escola, não sinto. Gostava de ser excluída, de não ser notada, ser aquela garota que ninguém sabe o nome. Mas chegou um momento da minha vida em que eu simplesmente me importo. Antes, sem me importar em ser reconhecida, hoje, sentindo falta de reconhecimento. Percebo que sou aquela que faria menos falta nos círculos sociais. Percebo que as pessoas planejam viagens, passeios, encontros, sem mim, e me pego desejando ter novamente 14 anos, quando meu maior desejo é que ninguém me convidasse para nada. Percebo que mesmo agora me importando, ainda sou aquela que ninguém quer saber. Sempre. E agora começo a reviver aquela menina-moça fria. Não quero mais me importar, isso já me feriu demais.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Você tenta não ser aquela pessoa. Aquela que sempre inicia conversas. Que pensa na outra do momento em que acorda ao que dorme. A que ama mais. Você diz que só mais essa vez vai correr atrás. Só mais essa vez vai se desculpar primeiro. Só dessa vez vai dizer as três palavras. Até que você percebe que não consegue não ser aquela pessoa. Percebe que um dia longe de quem ama é torturador, mas ela já não acha isso. Uma semana, um mês, não faz diferença. E você diz que vai dar mais uma chance pra si, pra ela, pra ambos. Mas no final a história é sempre a mesma.