Páginas

domingo, 1 de dezembro de 2013

Procurado e Achado

  É, dizem por aí que quem procura, acha. Isso se aplica em diversas situações de nossas vidas, é um daqueles ditados que faz sentido, diferente daquele ''vão os anéis, ficam os dedos''.
  Mas não é sobre isso que quero falar, escrever ou pensar. De fato, o que menos quero é pensar agora. Isso só fará com que eu queira procurar mais e mais, até não aguentar e querer me esconder em minhas cobertas até o fim dos tempos. As vezes é um porre ser humano e ter a necessidade de fazer certas coisas. Não quis dizer urinar. Falo sobre tudo, de maneira geral e abrangente. Sério, nós adoramos procurar respostas (não para a vida, coisa e tal) e nos decepcionar quando as temos. E é nessa hora que sua amiga te manda um ditado popular. Não me leve a mal, também adoro fazer isso. É humano, certo? De qualquer forma, não deixa de ser uma droga. Nessa hora eu prefiro ficar quieta e esperar. Esperar que o que encontrei seja mentira, por mais impossível que seja. Esperar que, quando eu ver que o que achei foi a verdade nua e crua, eu não me despedace mais e mais. Esperar que a leve dor que ficou em mim se vá. E esperar que um dia eu aprenda a minha lição, mesmo sabendo que isso não vai acontecer.
  Como eu disse, é um porre ser humano. É um porre o ser humano. É um porre essas frases que são tão bestas, mas se encaixam perfeitamente na sua vida. E o que resta a fazer, então? Só esperar? Ou tentar mudar? Ou simplesmente deixar pra lá, deixar rolar? Não sei, sinceramente. Mas eu gosto de pensar que se eu for mais desapegada com tudo e todos, vou sofrer menos e não darei tanta importância para umas respostinhas que achei por aí. Pode ser uma ilusão. Provavelmente é. Mas é uma ilusão feita depois que você já encontrou a verdade que tanto procurava. E essa ilusão ameniza sua dor, de certa forma, por mais boba que seja. Isso é bom, certo? Sendo ou não sendo, é o que eu faço. É o que estou fazendo agora. É o que farei até cansar. Afinal, ou é isso, ou é passar o resto da vida escondida em minhas cobertas.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Sentido da vida, ser especial e outras besteiras

Estava divagando no sofá da casa de um amigo sobre o sentido da vida, pois tinha um livro com um nome assim na mesa do computador. E me foi dito que, no final do livro, a única conclusão que se tira é que não há um sentido para a vida. Os animais (irracionais), de maneira geral, vivem aquele ciclo que aprendemos lá na 2ª série. Eles nascem, crescem, reproduzem e morrem. Se bem que, também dizem isso em relação a nós, humanos, mesmo sendo meio que mentira. De fato, é meio que mentira em ambos os casos. Já vi um cachorro morrer sem deixar um único herdeiro na Terra. E humanos também. Mas isso não vem ao caso. A questão é que, quanto mais tentamos achar esse sentido da vida (assim como tentamos achar a querida Felicidade), menos conseguimos. Não precisa de um sentido. Não precisa de nada. As pessoas são diferentes, as situações são diferentes, as vidas são diferentes. Não, mentira. Quer dizer, meio que mentira. As vidas são até que iguais, se for reparar. Você pensa que é algo incrível aconteceu somente a você, mas não é verdade. Muita gente já passou pela mesma situação que você. Sabe quando você retuíta algo e outras mil pessoas também o fazem? Ou quando você inventa uma piada e depois descobre que ela já existia e que você não é um gênio do humor? Ou quando você está apaixonado e diz que fulano é o amor da tua vida e na semana seguinte você está no sofá da sua casa pensando na sua nova paixonite (que não é o fulano do começo dessa frase)? Pois é, isso já aconteceu com você, comigo, com sua tia, seu vizinho, o tarado que te cantou hoje cedo e mais uma porrada de gente. E aí que, talvez, encontra-se a resposta para a pergunta do sentido da vida. Viver situações, mesmo que praticamente o planeta inteiro já vivenciou e sentir-se único. Ou apenas especial. Ou pensar que tem uma vida legal pra caralho. Mas você não tem. Ah, agora você quer se aventurar pelo mundo todo? Alguém já fez e está fazendo isso. Você quer pirar na batatinha e matar pessoas sem motivo algum? Alguns loucos já fizeram isso. Sim, é um saco isso aí. Mas sabe, se você parar pra pensar, provavelmente nunca encontrou um trevo de quatro folhas ou conhece alguém que fez isso (se alguém disse que já achou, é mentira, colega). Então essa é a resposta. O trevo de quatro folhas. Encontre um e seja feliz sendo uma pessoa realmente especial. Eu ainda não achei um. E provavelmente seu vizinho e sua tia também não. Então se joga! Procure trevos de quatro folhas por todos os cantos. Vai que você ache um e, de quebra, o sentido da vida?

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Amizade, sinceridade, indiretas, coisa e tal

Eu gosto de opinar. É algo que, de certa forma, me deixa feliz. Quando pedem minha opinião, quero dizer. Mas as vezes não é grande coisa também. Isso depende, varia. Depende da pessoa que me pergunta e varia do assunto que se trata. Até porque, não dou a mínima se ela quer saber com quem aquela mulher da série FRIENDS deveria ficar no final. De qualquer modo, é bom falar o que penso a respeito de algo. E melhor ainda é saber que alguém aprecia o que penso. Ou pelo menos se importa em querer saber, mesmo não gostando ou concordando. O que acho chato é quando as pessoas não são sinceras comigo. Ou são, mas falam o que pensam por meio de indiretas. E eu odeio indiretas. Tudo bem, as vezes é até interessante jogar uma pra ver se aquele gatinho se toca que você quer o corpo nu dele. Mas quando é uma indireta de um amigo, a situação é diferente. Quer dizer, não é melhor me chamar pra falar logo o que ele pensa? Ou falar na frente dos outros mesmo? Eu saberia o que meu amigo pensa de qualquer forma, mas uma me dá a sensação de amizade sincera, enquanto a outra só me faz sentir mal, mesmo que não seja minha culpa. E sentir raiva também. Basta falar diretamente. Eu sou assim. Dizem que gostam de pessoas sinceras, mas não fazem o mesmo, mesmo sabendo que não me importaria. Mas de um jeito ou de outro, é assim que as coisas são. As pessoas querem sinceridade, mas tem que falar com jeitinho. Se não for assim, jogue uma indireta, é bem mais fácil. Ou se preferir, nem seja sincero. Fale para as pessoas o que elas querem ouvir, afinal, por mais gentil que você seja ao dizer a verdade, o que pensa, elas preferem se iludir. E te iludir. Então deixe. Que assim seja. Afinal, no fim todos se ferram, não é mesmo?

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Minha Sina

Essa manhã acordei com um certo rosto em minha mente
Rosto esse que mal sabe ser contemplado
De longe, distante e prudente
Sem jamais sequer ser tocado

De longe o observo
Tal rosto que não me vê
Essa é minha sina, o meu sestro
Mesmo sendo apenas mais um cliché

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

É relativo


  Nada me espera. Nada, nem ninguém. É muito fácil notar isso, basta não prestar atenção em coisa alguma. Exceto a solidão. Mas não chamaria esse sentimento, essa sensação, esse estado da alma de "solidão". Não é tão terrível quanto a solidão, não é um abismo. É simplesmente um vazio.
  Vazio que não cheira bem, nem ruim. Somente se encontra lá. Lá, aqui, ou em qualquer canto que possa sentir, ou tenha a falta de sentimentos. Afinal, se está vazio, é de se esperar que nada esteja lá. E mesmo se ter algo, é ignorado. Por ser por desconhecê-lo, ou apenas por não querer reconhecê-lo. Ou, talvez, medo de que realmente esteja lá, pois, afinal, o vazio, diferente do vácuo, é  relativo. Relativo para quem quer entendê-lo e relativo para quem o sente, por mais que, estranhamente seja nada, ou tudo. Ou, pelo menos, algo. Pois esse sentimento, ou sensação, ou seja lá o que for, tem um nome. E por mais que esse nome indique algo que não exista, ele está lá. Nem sempre, nem nunca. Mas se encontra lá, por mais que não o entendamos quando nos encontramos.