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sábado, 30 de setembro de 2017

Problemas

Problema. Não consigo me lembrar a primeira vez que ouvi essa palavra, mas, sim, de quando compreendi seu significado. Na infância, na escola, enquanto resolvia as questões de matemáticas, chamadas de "problemas". Até então, problema era conta. E então percebi que eles não existiam somente nos cálculos, mas na vida como um todo. E, percebendo isso, vi que o significado atribuído aos problemas na escola não eram nada em comparação ao que eu havia experimentado. Problemas me perseguem. Ou seria eu, o problema? É o lugar, definitivamente. Mas... era diferente antes? Pode um lugar definir tudo na sua vida? Quando foi a última vez que sorri de verdade aqui? É o lugar, ou sou eu? É o lugar, ou são as pessoas? Ou, ainda, as coisas? Definitivamente, não as coisas. Tenho tudo, mas não tenho nada. Não tenho o lugar, não tenho as coisas, e será que tenho as pessoas? Eu tenho a mim? Tão perdida nesse emaranhado de problemas que é a vida, eu não sei quem sou. Eu me deixei, me deixei. E será que voltarei?

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Sinto que a cada acontecimento da minha vida eu vou me perdendo um pouco mais. A cada dia mais triste, infeliz e devastada. Sem forças para aquilo que eu sempre quis. Sem permitir aproximações. Minha felicidade, onde está? Ela é um "onde", ou ela é um "quem"? Essência esquecida, inocência perdida. Eu quero ver, eu quero sentir, eu quero poder respirar, pisar na terra e sentir que tudo vai mudar. Vou me esvaindo de mim, caindo aos prantos e me distanciando de tudo. Tudo que eu queria agora era poder me levantar, ter vontade o suficiente de fugir. De mim, daqui, de qualquer coisa. Amanhã eu tento, amanhã muda, amanhã é hoje, é agora.