quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Se nenhuma palavra sair de minha boca, ele não há de quebrar o silêncio. Se um afeto meu não for demonstrado, jamais verei sombra de seus sentimentos. Se tento concertar, ele age como se não estivesse quebrado. Se mostro seus atitudes estranhas, ele me fala o quanto sou imaginativa. Se eu não falo um dia, ele nunca fala. Se sumo algum momento, ele finge que não nota.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Há momentos em que o silêncio é a resposta que você não queria ter, porém a única que obteve. O silêncio me traz o questionamento. E ao final de minhas divagações, tenho minha resposta. O silêncio é a resposta.
terça-feira, 14 de outubro de 2014
Sinto-me tão impotente. Tão sem vida, sem nexo, sem tudo. Sinto que minha felicidade está prestes a desmoronar. E a culpa é de certa forma minha. De certa forma não. Por que as pessoas escondem? Por que ele esconde? A princípio me sentia como uma verdadeira princesa. Uma adolescente sem mais problemas, vivendo seus sonhos. E então notei que posso não ser a princesa dele. A adolescente dos seus sonhos. Posso ser só aquela que faria ele esquecer outra. Sou aquela. Sinto que sou. Desejo que nada disso tivesse acontecido. Nenhum beijo, nenhuma palavra afetuosa, nenhum sentimento. Por que eu choro? Por favor, alguém me pare. Estou com um nó em minha garganta e a única coisa que posso pensar é que nada foi real. Nada. Talvez eu esteja exagerando, mas sinto que não estou. Por que você faz isso comigo? Por que faz isso com nós?
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Minha maior convicção é uma incerteza. Ao assistir ao seu olhar, sinto que ele já não mais pertence a mim. Mil coisas me vem a mente. Sou eu em quem você pensa antes de fechar os olhos em adormecimento? Ao despertar? Sou eu quem você vê quando nos beijamos? Ao seu lado quando seus sonhos se realizarem? Minha razão dizia sim. Meu coração dizia que sim, era unicamente eu. Mas seus olhos não me olham mais. Fogem de mim. Se escondem. E minha única certeza é minha confusão. Me dê algo. Palavras. Toques. Olhares. Sentimentos. Só não me dê uma interrogação.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Guardando
Odeio essa personalidade. Essa bondade sem fim. Queria dizer "não" para as pessoas. Queria ser mais severa. Porém fico tranquila. Finjo que está tudo bem. Apenas perdoo, esqueço e sigo em frente. Mas não mais. Quero tanto chorar, tanto. E gritar o quanto eu conseguir, gastar minha voz. Quero bater em algo. Sangrar meus punhos. Quero ficar só. Mas também desejo a mais sincera companhia. Um dia sem preocupações. Será que mereço isso? Ou será que terei simplesmente que guardar tudo que estou sentindo, retrair minha raiva e minha tristeza? Só peço a minha alma que me tire dessa correnteza sem fim.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
A pequena menina estava a chorar
Seus dedos se entrelaçavam em agonia
Ela se prestou a ficar calada, vida má
Apenas desejou por alegria
Porém resposta alguma obteve
Com as mãos, apertou sua pele
Olhou pro céu, deixou-se ceder
E em sua visão, feliz, então, permanece
Seus dedos se entrelaçavam em agonia
Ela se prestou a ficar calada, vida má
Apenas desejou por alegria
Porém resposta alguma obteve
Com as mãos, apertou sua pele
Olhou pro céu, deixou-se ceder
E em sua visão, feliz, então, permanece
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
São reais?
Talvez seja verdade, quem sabe. As palavras que me foram ditas há tão pouco e que parecem tão distantes. Eram verdadeiras? Será mesmo? Sinto-me sozinha. Sinto-me sufocada. Não há uma só alma para me dar uma luz sequer. Estou completamente perdida. E tudo o que posso fazer é me segurar o quanto puder. Prender minhas lágrimas. Não gritar. Ficar só. Não sei o futuro, sequer sei do presente. Desejo ler seus pensamentos, por um só momento. Só pra ter certeza, só pra me acalmar. Gostaria de um minuto de palavras verdadeiras. Sentimentos reais. Porém a cada instante isso parece inalcançável. E mais uma vez me perco. Me perco em seus olhos, que já não me olham como antes. Me perco em meus dilúvios mentais, inacabáveis. Me perco em pessoas que não mais se importam. Me perco em meu ser. Me calo. Sabe-se lá até quando. Continuo a me segurar. Uma hora tudo sai. Tudo acaba. O vento leva, o tempo esquece, o coração aprende. Talvez tudo aconteça de novo. Talvez se resolva. Talvez eu exploda. Até esse dia, que parece não chegar e não sei se quero que chegue, contento-me em minha mente. Sempre atenta. Pedindo a vida que isso seja real.
domingo, 7 de setembro de 2014
Fala-me para olhar em teus olhos quando falo contigo
Me declaro o quanto consigo, o quanto a minha boca é capaz de dizer o que sinto
Quando o olho, já não é mais a mim que vê
Pensa em suas mágoas, suas decepções, naquilo que tenta esquecer
Sussurra o nome de alguém
Já não olha mais em meus olhos, suas palavras são vazias
E nesse momento eu percebo que não é comigo que está o seu amor
E me pergunto se um dia serei o suficiente para ti
Se um dia o meu nome será sussurrado
Me declaro o quanto consigo, o quanto a minha boca é capaz de dizer o que sinto
Quando o olho, já não é mais a mim que vê
Pensa em suas mágoas, suas decepções, naquilo que tenta esquecer
Sussurra o nome de alguém
Já não olha mais em meus olhos, suas palavras são vazias
E nesse momento eu percebo que não é comigo que está o seu amor
E me pergunto se um dia serei o suficiente para ti
Se um dia o meu nome será sussurrado
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Sinto que estou me perdendo cada vez mais. Fugindo de algo, fugindo de mim. Estou longe do palco, longe de sentir. Anseio unicamente por um momento de glória, uma hora de reconhecimento, um minuto de admiração. Uma gota do seu tempo. E se nada disso eu tiver, uma palavra sincera, talvez, seja suficiente. Um sorriso distante, um cumprimento caloroso. Seu corpo e sua alma, quem sabe. Um beijo roubado. Uma noite juntos. E um adeus duvidoso.
sábado, 5 de julho de 2014
Talvez ou nunca, qualquer dia
Há algo que eu nunca tenha feito?
Algo comum, algo que queira ou nada sequer?
Eu sempre gostei do meio-termo
Um quase lá porém ainda não
Será que é por eu ser mulher?
Provável que não
Eu nunca fui à praia.
Nunca beijei debaixo d'água
Nunca fui do tipo que fala. Só falha.
Mas nada de mágoas
Se nunca fiz ou fui, não há mais o que dizer
Talvez, algum dia, de fato farei
Ver. Pensar. Sentir. Amar.
Conheço todos, em teoria.
Mas na prática, será que eu já?
Quem me dera fazer isso qualquer dia
Quem sabe eu já não fiz?
Isso só o tempo mostrará
Só desejo continuar sendo uma feliz infeliz.
Talvez eu já tenha feito essa coisa de sentir
Ou apenas é ou foi uma ilusão minha
Mas ainda não me esqueci
Talvez seja real, talvez eu sou muito menina
Mas e no final, será que vou me ferir?
Afinal, isso terá um final?
Feliz para uma infeliz
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