Páginas

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

É relativo


  Nada me espera. Nada, nem ninguém. É muito fácil notar isso, basta não prestar atenção em coisa alguma. Exceto a solidão. Mas não chamaria esse sentimento, essa sensação, esse estado da alma de "solidão". Não é tão terrível quanto a solidão, não é um abismo. É simplesmente um vazio.
  Vazio que não cheira bem, nem ruim. Somente se encontra lá. Lá, aqui, ou em qualquer canto que possa sentir, ou tenha a falta de sentimentos. Afinal, se está vazio, é de se esperar que nada esteja lá. E mesmo se ter algo, é ignorado. Por ser por desconhecê-lo, ou apenas por não querer reconhecê-lo. Ou, talvez, medo de que realmente esteja lá, pois, afinal, o vazio, diferente do vácuo, é  relativo. Relativo para quem quer entendê-lo e relativo para quem o sente, por mais que, estranhamente seja nada, ou tudo. Ou, pelo menos, algo. Pois esse sentimento, ou sensação, ou seja lá o que for, tem um nome. E por mais que esse nome indique algo que não exista, ele está lá. Nem sempre, nem nunca. Mas se encontra lá, por mais que não o entendamos quando nos encontramos.

0 comentários:

Postar um comentário